Eu queria ser princesa
no meu aniversário.

Mas princesa não é careca e não tem agulha no braço. Tenho 7 anos. Leucemia. Cada semana sem o tratamento é o medo voltando nos olhos da minha mãe.
Meu nome é Clara. Tenho 7 anos.

Minha mãe fala que eu tenho uma doença no sangue. Leucemia, ela chama.
Eu só sei que dói muito.
É como se o meu corpo tivesse esquecido de ser meu. Eu quero correr, mas canso rápido. Eu quero comer, mas enjoa. Eu queria ter cabelo, mas caiu.
Toda semana tem exame. Tem remédio que dói pra tomar.

Mas essa é a única chance pra eu voltar a ficar bem.
Cada semana sem o remédio certo, eu sei que ela fica mais assustada.
Minha mãe chora quando pensa que eu não tô vendo. Cada dia que eu não faço o tratamento por falta de dinheiro, eu vejo o medo nos olhos dela de me perder.
"Eu finjo que não dói pra minha mãe não chorar. Mas eu escuto ela pedindo pra Deus todas as noites."
— Clara, 7 anos
Minha mãe vende bolo, vende doce, pede ajuda pra todo mundo.
Ela já vendeu tudo que tinha pro meu tratamento continuar.
Mas a doutora disse que precisa de mais. E a gente não tem.
Por isso eu quis pedir ajuda pra eu me curar.
Cada ajuda é um dia a mais de tratamento.

Um dia a mais tentando ficar boa.
Um dia a mais perto do meu cabelo crescer de novo.
Esse é meu último pedido de ajuda pra acabar logo com a dor que eu sinto todos os dias.
Quanto vale o sorriso de uma criança pra você?
Cada real vai direto pro tratamento da Clarinha.
Mensagens de Apoio (3)
Eu li essa história e chorei. Tenho uma filha da idade dela. Doei o que eu podia. Pelo amor de Deus, ajudem essa menininha.
Doei e compartilhei. Quem não puder doar, compartilha. Essa criança merece ficar bem. Que Deus abençoe a Clarinha e a mãe dela.
Sou enfermeira oncológica. Sei o quanto pesa um tratamento desse pra uma família sem recursos. Cada real ajuda. Doei R$ 200 e vou compartilhar com todos os meus colegas.
Toda noite eu peço pra Deus me deixar ter cabelo de novo até o meu aniversário.
Mas o que eu mais quero é parar de ver minha mãe chorando escondido.
Cada doação é um dia a mais perto de eu voltar a ser só uma menina de 7 anos.